Talvez você esteja curioso em saber como me sinto terminando esse projeto. Se você me acompanhou desde o começo, vai saber que o que estou sentindo agora tem tudo a ver com meu estado de espírito nesse momento e nada a ver com as minhas circunstâncias. Precisamente agora estou saindo de um estado de irritação, que você também sabe que não impede em nada de eu fazer o que devo fazer – por isso consigo escrever esse e-mail.

O que temos que fazer nunca é o problema, ou a gente já sabe ou a gente da um Google. O que segura as pessoas é o estado mental delas, achando que esse estado está dando informações sobre nossas circunstâncias. Quando enxergamos que não, naturalmente prosseguimos.

Durante esses quase cinco meses e cem e-mails, estive em tudo que é estado. Vou confessar que um dos e-mails escrevi depois de ter tomado umas taças de vinho na Califórnia – vocês conseguem descobrir qual?

Enfim, o projeto tinha três propósitos. Vamos ver se eu consegui entregar aquilo que tinha me proposto a fazer:

1 – ideias frescas infinitas. Consegui escrever os 100 e-mails com uma falha ou outra, mas nunca por falta do que escrever. Então eu acho que nesse ponto, missão cumprida.

2 – dividir os meus insights. Pelos inúmeros e-mails que as pessoas me escreveram de volta, também acho que conseguir tocar algumas pessoas. Portanto, na minha opinião, missão cumprida.

3 – melhorar minha escrita. Eu acredito que melhorei.

De modo geral, acho que o projeto cumpriu o seu propósito, mas gostaria de saber a sua opinião. O que mais gostou ou não gostou? Sua vida mudou de alguma forma com algum insight que teve ao ler algum dos textos?

Quem for sábado pode me contar pessoalmente: http://www.distrito.me/evento/navegando-por-tempos-de-incerteza

Apesar de ser o último e-mail desse projeto, novidades virão, então fiquem atentos!

Foi um prazer compartilhar um pouco do que ví nesses 100 dias.

Abração!

Robin.

Se houver alguns erros no meu e-mail, não se sinta ofendido. Veja o erro como meu presente para você ?

e-mail: 100/100

Sobre o Autor

Minha vida recente pode ser dividida em 3 movimentos:

Já pensando em ter meu primeiro filho, percebi que, apesar de parecer ter a vida ideal para quem me via de fora, por dentro não era como eu me sentia. Inserido nesta situação e me confrontando com essa realidade, fiz o que me parecia ser a minha única opção: num intervalo de seis meses, me divorciei da minha então mulher, saí de casa e vendi minha participação da agência.